Quem sou eu quando paro de viver para os outros?

Vamos lá. Esse é o primeiro texto que eu publico aqui. O tema desse artigo é: quem sou eu?

Eu fico me perguntando, às vezes, quem eu sou.
Eu me perdi no meio da minha trajetória.
Não sei, de verdade, quem eu sou.

Quando você se perde de si mesma…

É difícil a gente falar um pouco de quem somos, sabe? No meio de tantas coisas que pensamos, tantas emoções e com toda essa velocidade do mundo, fica complicado.

Às vezes eu percebo que nem consigo falar, nem organizar tantas emoções que existem dentro de mim.

A sensação é que eu acabei me perdendo no meio de tantas pessoas.

Sabe quando você vai pegando pedaços das pessoas e montando quem você é?

Só que aí você percebe que não é você. Você não decidiu aquele caminho porque quis.

Você não decidiu aquilo porque escutou a sua própria voz. Você decidiu muitas coisas na vida porque escutou as outras pessoas.

Eu acho importante ouvir conselhos dos amigos. Acho importante saber ouvir as pessoas.

Às vezes a gente quer pedir conselho, quer dividir dúvidas. Mas nem tudo a gente precisa falar com os amigos.

Nem tudo a gente precisa pedir opinião. Tem coisas que você pode simplesmente seguir o que acha melhor para você. E, se não der certo, vai ser porque você foi lá e tentou. Porque você foi lá e fez.

Viver para ser aceita ou viver para ser quem sou?

Hoje em dia, com tantas opções, tantos caminhos e essa questão do marketing, eu acabei escolhendo a carreira de marketing — e acho que foi aí que me perdi.

Eu sempre quis ser uma grande psicóloga. Sempre. Só que, ao mesmo tempo, sempre gostei muito da área de business.

Eu nunca me via trabalhando em clínica, atendendo pessoas todos os dias.

Nunca me vi nesse formato. Sempre pensei que poderia escutar as pessoas de forma filantrópica, genuína, sem cobrar, apenas ajudando.

E, ao mesmo tempo, sempre coloquei o business em primeiro lugar. Eu queria muito trabalhar com RH, porque sempre achei que tenho um dom de desenvolver pessoas, de despertar as pessoas através das palavras.

Só que, no meio do caminho, eu me perdi em meio a tanto caos, tantos problemas… e a gente vai sendo levado por outras marés. O barco vira, e a maré te leva para outros caminhos.

Nesse meio do caminho, você se fragmenta. Você se perde. E depois tenta se montar de novo, mas com pedaços de outras pessoas. E esquece de ouvir quem você é.

Então esse primeiro texto é sobre isso: quem eu sou.
Porque, na verdade, eu não sei quem eu sou.

Às vezes eu olho as pessoas na rua pessoas com uma barraquinha, empreendendo, tendo coragem de assumir quem são e penso: o mundo não se resume a seguir uma área só porque dizem que dá dinheiro.

Dados, tecnologia, corretor de imóveis… áreas que dizem que você precisa seguir. Mas, no fundo, o que você quer para você?

Às vezes ganhar 10 mil, 5 mil, 8 mil pode ser suficiente. Às vezes 5 mil já seria o suficiente para você.

Mas as pessoas bombardeiam a gente o tempo todo com tantos pensamentos e expectativas que a gente acaba se perdendo e esquecendo de ouvir a si mesmo. Esquecendo o que realmente nos traz paz.

O que realmente nos traz paz?

É complicado falar de felicidade, porque felicidade é uma coisa momentânea.

Às vezes você está feliz, às vezes está triste. Mas eu acredito muito na paz. Se você está em paz dentro de você, acho que isso é o que vale.

Você pode ganhar 10 mil e não ter paz.
Pode ganhar 5 mil e ter paz.

Pode ter um padrão mais baixo, mas estar em paz. E isso é relativo, claro.

Porque às vezes você ganha mais e seu padrão continua o mesmo, só com mais acesso a coisas. Mas de que adianta ter mais acesso se você não está em paz?

Parar de perguntar e começar a fazer…

São perguntas que venho me fazendo. E resolvi silenciar um pouco. Parar de perguntar tanto para os amigos: “o que você acha?”, “que caminho devo seguir?”.

Acho que passei tantos anos perguntando isso para os outros que esqueci de ir lá e fazer. De testar. De quebrar a cara. De ler um livro. De ficar em silêncio. De simplesmente fazer do meu jeito.

Percebo que meus amigos que têm resultado foram lá e testaram. Eles não ficaram perguntando. Eles foram e fizeram.

Então, este ano, falei para mim mesma que não vou mais perguntar “o que você acha?”. Eu vou lá e fazer.

Assumir o próprio caminho

Estou tentando há bastante tempo dar certo no marketing. Mas, dessa vez, estou tentando fazer do meu jeito. Do jeito que eu quero para mim.

Tenho muita vontade de atuar na área de B2B e, futuramente, montar algo no B2C.

Mas também entendo que existem coisas que precisam ser feitas antes.

Não adianta viver só do que ainda não cabe no presente. A gente precisa fazer o que tem que ser feito ainda mais quando a gente erra no meio do caminho e precisa consertar.

Acho muito mais vantajoso gastar energia consertando o que errou do que fingir que não aconteceu. O tempo passa rápido. E quanto mais rápido você resolve, mais rápido se liberta.

Mas, no fundo, tudo volta para a mesma pergunta:
quem é você?

É isso que estou tentando descobrir.

As pessoas julgam, mas não sabem quem você é…

Às vezes a gente acaba se perdendo no caminho, né? Com tantas projeções… as pessoas julgam a gente, mas não sabem quem somos.

Não sabem a nossa história, não sabem o que a gente passa, o que tem dentro do nosso coração, o que tem dentro da nossa mente. Elas julgam, mas no fundo não sabem quem é você.

Você tem coragem de ser quem é?

Mas você sabe quem é você?
Você sabe o que quer?
Você sabe que caminho quer trilhar?


Você tem coragem de sustentar quem você é de verdade ou vai viver mascarado a vida inteira, fragmentado, vivendo com pedaços de pessoas que não são você?

O medo de assumir o que eu realmente quero

Eu acho que passei muito tempo me escondendo. Escondendo quem eu sou, o que eu quero.

Com medo de falar: eu quero empreender, eu quero ser mãe, eu quero ser e estou no caminho de ser uma empreendedora.

Eu quero ter minha consultoria de marketing. Eu quero ter meu negócio. Esse é o grande desejo do meu coração e estou a caminho disso.

A ilusão de querer agradar todo mundo

Mas não. Eu sempre fiquei correndo atrás de “preciso estar em tal empresa”, “preciso fazer isso”, “preciso fazer aquilo”, para ser aceita. Para as pessoas olharem para mim e falarem: “nossa, como ela venceu”.

Só que, como uma psicóloga já falou uma vez: espera aí… quem paga as suas contas? Quem convive com você todos os dias é você.

Então o que eu digo para mim mesma é: seja você. Assuma quem você é de verdade.

Sustente isso. Sustente isso pelo menos por um ano. Eu vou me dedicar à minha consultoria de marketing, porque vejo muita coisa errada.

Vejo gente ganhando dinheiro fazendo um trabalho raso, enquanto estou aqui de corpo e alma.

As pessoas realmente querem mudar?

Mas a verdade é que muitas pessoas não querem alguém de corpo e alma. Elas querem superficialidade.

Querem gente que não está nem aí. Sabe por quê? Porque, no fundo, muitas pessoas querem ficar na posição de vítima.

Querem dizer: “olha como eu sofro”, “olha como eu não tenho resultado”, e querem que alguém resolva por elas.

Mas você quer resolver o seu problema?
Você realmente quer descobrir a raiz dele?
Ou quer continuar nessa posição de vítima e que alguém mastigue tudo para você?

Se você quer resolver, então assuma quem você é e assuma a responsabilidade por isso.

Porque muitas pessoas querem que alguém vá lá e arrume a vida delas inteira.

Só que, no fundo, elas nem sabem quem são, nem o que querem, nem se têm energia e estrutura para assumir aquilo. Às vezes nem têm e nem sabem disso.

É muito mais fácil viver numa energia rasa. Porque, quando você decide se aprofundar, dá trabalho.

E eu sinto que muita gente não quer isso. Fala que quer, mas o coração e a mente não condizem.

Fala pela boca, mas a energia é o oposto. Quer que você resolva por ela, mas ela mesma não sabe quem é nem o que quer.

Quando aparece alguém que diz: “vamos resolver de verdade, vamos descobrir quem você é”, a pessoa recua.

Quer voltar para a zona de conforto. Então, quando você assume quem é de verdade e o que quer para si, as coisas começam a se tornar mais fáceis.

Mas quando você vai para o mundo, você se mostra de verdade? Ou se esconde atrás das dores, do sofrimento, dos traumas?

Parar de se esconder atrás das dores

Eu digo para mim mesma: para de se esconder atrás dos traumas. Para de se esconder atrás das dores.

Para de se esconder atrás do passado. Vamos estruturar o presente, porque o presente impacta diretamente o futuro.

O preço de assumir quem somos

A gente paga um preço alto para assumir quem é. Não é fácil. Arrancar a máscara dói.

Se olhar no espelho dói.


Você já se olhou no espelho de verdade? Já se olhou nua, sem máscaras, e perguntou: quem eu sou? O que eu sinto? O que eu penso? O que estou sentindo hoje?

Você já olhou para as suas feridas?
Tem muitas? Tem poucas?
Já tratou elas?


Ou está o tempo todo olhando para o outro, tentando resolver o outro, salvar o outro, enquanto não resolveu a si mesma?

Você já parou para pensar nisso? Ou está sempre olhando para o mundo e esquecendo de si?

O tempo passa muito rápido. E eu perdi muitos anos da minha vida olhando para as pessoas, me dedicando, justificando, indo atrás, pedindo desculpa, mantendo gente na minha vida, dando conselho, gastando minha energia.

Entrar em modo silêncio para se reencontrar

E agora eu penso: quer saber? Quem quiser sair da minha vida, que saia. Quem quiser ficar, que fique — mas vai precisar entender que estou em modo silêncio. Se não quiser aceitar, pode ir embora. Porque estou na fase de descobrir quem eu sou.

Depois de tantos anos frustrada, com pessoas que se diziam amigas e eu esquecendo de mim, eu parei e me perguntei: quem eu sou?

Você se conhece de verdade?

E eu gostaria de saber de você: quem é você?
Você se conhece?


Sabe seus limites, suas dores, suas fraquezas e suas fortalezas?
Sabe suas qualidades?


Se alguém te pedir agora cinco qualidades suas, você sabe responder?


Se alguém perguntar quem é você, consegue responder em uma frase?

Você ainda sonha?

Você sonha?


Ou só está vivendo no automático, bombardeado por informações, redes sociais, notificações e problemas?


Você ainda sonha?


Ou os problemas ficaram tão grandes que você nem tem tempo para sonhar?

É possível sonhar. Mas, antes, faça essa imersão. Descubra quem você é.

Porque, quando você descobre quem é e a força que tem, você começa a descobrir o seu caminho.

Descobrir quem você é muda tudo

Eu acredito que, quanto mais a gente erra, mais perto está do acerto. Quanto mais a gente erra, mais consciente a gente fica. Os erros são necessários. São precisos na nossa vida.

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